Foi divulgado para discussão pública - no Portal da Saúde - o estudo "Análise da Viabilidade Económica das Aplicações SAM e SAPE". Foi divulgado para discussão pública - no Portal da Saúde - o estudo "Análise da Viabilidade Económica das Aplicações SAM e SAPE". O documento, encomendado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) ao Gabinete de Análise Económica (GANEC) da Faculdade de Economia da Universidade de Lisboa, é da autoria dos investigadores Paulo Gomes, Nuno Paiva e Bernardo Simões, apontando caminhos para unificação dos dois sistemas. Em causa está um exame minucioso da situação actual ao nível da implementação, bem como um olhar sobre as necessidades de actualização tecnológica e funcional e potenciais alternativas de desenvolvimento. Entre estas encontram-se cenários como, por exemplo, o desenvolvimento interno das aplicações no seio da ACSS, o outsourcing de desenvolvimento e manutenção, a concessão/ venda dos sistemas ou até a descontinuação dos mesmos. Numa perspectiva puramente financeira, quando estas alternativas são colocadas face a face, a mais onerosa de todas é, de longe, o simples abandono das aplicações, com recurso posterior às ofertas do mercado. Para o GANEC, "do ponto de vista estritamente económico, a alternativa Outsourcing de Desenvolvimento e Manutenção é a mais vantajosa, ao minimizar os custos para o Ministério da Saúde ficando, todavia, o controlo da aplicação nas suas mãos". Realce para as despesas estimadas, no caso do Ministério da Saúde pretender conservar uma equipa para manutenção e suporte do SAM/SAPE: 759 mil euros anuais. Os investigadores denunciam, por último, que "o estado de desactualização do SAM/SAPE deriva da continuada ausência de investimento no cumprimento de requisitos técnicos, para adaptação às mais recentes versões de software de base, e também de requisitos funcionais (...)". No que respeita às necessidades de desenvolvimento do SAM, o estudo lista como muito importante a migração do sistema para um modelo centrado no utente, ou áreas como a notificação de doentes, maior associação de documentos, parametrização de consultas isentas e não isentas, capacidade para facturar a subsistemas e criação de um campo de dados para o endereço electrónico do utilizador, entre outras. Todos os interessados que entendam enviar contributos relacionados com o processo de desenvolvimento do SAM/SAPE são convidados a fazê-lo, no prazo de trinta dias, através do endereço electrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.