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"Abra-se a parte do hospital que está feita", disse Álvaro Amaro, o presidente da autarquia, durante a reunião da Assembleia Municipal da Guarda, onde o assunto foi abordado por deputados do PS, do PSD-CDS/PP e da CDU[/caption]
O presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, defende a abertura do novo pavilhão do hospital local, que está construído, mas aguarda por autorização da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) para poder funcionar.
"Abra-se a parte do hospital que está feita", disse Álvaro Amaro no passado dia 30, durante a reunião da Assembleia Municipal da Guarda, onde o assunto foi abordado por deputados do PS, do PSD-CDS/PP e da CDU.
No período antes da ordem do dia daquele órgão, presidido por Carvalho Rodrigues (PSD/CDS-PP), o deputado Álvaro Estevão (PSD/CDS-PP) disse que o hospital da Guarda é "um pilar fundamental" para os cuidados de saúde e é um factor de importância para a qualidade de vida e atracção de pessoas.
O deputado apelou a todas as forças políticas que coloquem o hospital nas suas agendas como "assunto prioritário".
Armando Reis, do PS, lembrou que enquanto o seu partido esteve no Governo "a obra sempre andou", tendo parado após o PSD ter assumido funções governativas.
Considerou que a questão do Hospital Sousa Martins "é central", defendendo não só a abertura do novo pavilhão como a recuperação dos restantes que estão "em estado lastimável".
Pela CDU, Honorato Robalo, apresentou uma moção, aprovada por maioria, onde é defendida "a urgente abertura" das novas instalações hospitalares.
O presidente da Câmara informou que já se reuniu com o ministro da Saúde, com a Administração Regional de Saúde do Centro e com a Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.
Álvaro Amaro explicou que o novo pavilhão não começou a funcionar por ter sido apresentado à ANPC, para licenciamento do plano de segurança, o projecto global do hospital que contemplava outras intervenções.
Referiu que o novo pavilhão não abre porque "para abrir é preciso apresentar todas as alterações [ao projecto] para que a ANPC as possa aprovar".
O autarca defende que seja aberta "a parte do hospital que está feita", assumindo que a actual situação "é uma vergonha".
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, visitou as obras do novo bloco do hospital no dia 28 de Dezembro de 2012 e anunciou a sua conclusão para o mês de Fevereiro de 2013.
Em Fevereiro deste ano, o presidente da ULS disse à agência Lusa que a construção do novo bloco ficaria concluída na primeira semana de Março e deveria funcionar em Setembro.
O pavilhão, de quatro pisos, tem uma área de 48.600 metros quadrados e vai acolher serviços que actualmente estão dispersos por dois antigos blocos, um centenário e outro construído na década de 1990.
No piso térreo vão funcionar consultas externas, serviços de imagiologia, urgência, sector de exames especiais e esterilização, entre outros.
O bloco operatório, o internamento, as unidades de cuidados intensivos e intermédios e o laboratório ocuparão o piso 1. No piso -1 ficam áreas técnicas, farmácia, medicina legal e armazém, enquanto o -2 fica reservado a estacionamento.
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