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A empresa responsável pela obra, alega ter cerca de 1,5 milhões de euros de pagamentos em atraso" relativos a "trabalhos a mais" já efectuados na obra, mas para a administração do hospital os pagamentos estão em dia.[/caption]
As obras de ampliação do Hospital da Horta, nos Açores, orçadas em 11 milhões de euros, estão suspensas há cerca de duas semanas devido a um diferendo entre o empreiteiro e a administração da unidade de saúde.
João Morais, presidente do Conselho de Administração do hospital, disse à Lusa que o construtor (o consórcio designado por Way2B) decidiu suspender os trabalhos, a poucos dias do prazo para a entrega da obra, alegando pagamentos em atraso.
Segundo explicou, a empresa alega ter "cerca de 1,5 milhões de euros de pagamentos em atraso" relativos a "trabalhos a mais" já efectuados na obra, mas para a administração do hospital "os pagamentos estão em dia".
"O construtor alega ter efectuado trabalhos a mais, embora parte dos valores que estão a ser pedidos deveriam ser liquidados em Fevereiro e Março de 2014 e não nesta fase", justifica o administrador do hospital da Horta.
Além disso, a empresa que está a fiscalizar a obra não terá autorizado o pagamento de cerca de 500 mil euros de despesas ao construtor, devido a divergências em relação aos autos de medição dos trabalhos já efectuados.
A obra, que devia ser entregue a 31 de Janeiro, está parada há mais de 15 dias e o contrato assinado entre ambas as partes determina que, em caso de atraso, o construtor poderá ser penalizado com multas diárias no valor de 16.500 euros.
Entretanto, dois subempreiteiros locais, contratados pelo construtor, alegam também pagamentos em atraso, relativos a trabalhos já efectuados, situação que originou queixas junto do Tribunal da Horta.
João Morais disse ter conhecimento de atrasos nos pagamentos por parte da Way2B e adiantou que o hospital recebeu uma ordem de "penhora", por parte do tribunal, para "reter alguns valores" que devia entregar ao construtor, no sentido de pagar primeiro a um subempreiteiro.
A Lusa tentou falar, sem êxito, com um representante do construtor, junto do estaleiro da obra.
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