BE quer serviços de urgência básica em urgências polivalentes ou médico-cirúrgica
DATA
28/01/2014 11:32:34
AUTOR
Jornal Médico
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BE quer serviços de urgência básica em urgências polivalentes ou médico-cirúrgica

[caption id="attachment_5958" align="alignleft" width="300"]urgência "A nossa proposta é que os hospitais que dispõem de urgências polivalentes ou médico-cirúrgicas tenham também nas suas instalações um serviço de urgência básica que após a triagem do utente possa resolver o problema dos 46 por cento dos doentes que procuram as urgências", declarou João Semedo, em Braga[/caption]

O Bloco de Esquerda anunciou que quer criar "serviços de urgência básica associados às urgências polivalentes ou médico-cirúrgica nos hospitais", para "atender" às necessidades dos utentes de forma "mais rápida e adequada"

Ontem em Braga, para umas jornadas parlamentares nas quais a Saúde está a ter destaque, o coordenador do Bloco, João Semedo, apontou críticas ao Governo, afirmando que o elevado tempo de espera que se verifica nas urgências dos hospitais portugueses se deve a "equipas reduzidíssimas" nos serviços, em consequência dos cortes orçamentais.

O bloquista afirmou mesmo ser "desumano" o actual tempo de espera nos hospitais, ao qual não é alheio "o corte" nos horários de atendimentos dos centros de saúde.

"A nossa proposta é que os hospitais que dispõem de urgências polivalentes ou médico-cirúrgicas tenham também nas suas instalações um serviço de urgência básica que após a triagem do utente possa resolver o problema dos 46 por cento dos doentes que procuram as urgências", declarou.

Segundo João Semedo, "a crise das urgências hospitalares traduz-se nas filas de espera que se encontram invariavelmente na maior parte dos hospitais", realidade "que não é sazonal e que não tem a ver com a gripe, como tem afirmado o ministro da Saúde, Paulo Macedo".

"É inegável que o primeiro factor que pesa [no elevado tempo de espera] é a redução das equipas. Há técnicos a menos porque o Governo impôs aos hospitais fortíssimos cortes", disse, acrescentando que à redução de equipas nos hospitais se junta a "redução dos horários de atendimento nos Centros de Saúde".

João Semedo considerou mesmo como "inaceitável" e "indigno deixar um doente sem soluções para o seu problema tantas horas", lembrando relatos que dão conta de tempos de espera de "quatro, seis e vinte horas".

Por isso, realçou, o Governo "tem que olhar para o financiamento dos hospitais com outros olhos, porque poupar na doença, naqueles que precisam do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é desumano".

Segundo o dirigente bloquista, "toda a gente sabe as longas horas de espera nas urgências", menos os membros do Governo, que "desmentem a crise das urgências, porque quando adoecem não vão às urgências do SNS".

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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