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Uma das razões invocadas pelos socialistas é a do aumento sazonal da população quer pela vertente termal da vila, quer pelas suas “condições naturais extremamente favoráveis” para o designado “turismo de natureza”[/caption]
A Assembleia da República discute hoje, em plenário, um projecto de resolução do PS que recomenda a manutenção da extensão de saúde de Caldelas, Amares, uma unidade que o Governo já anunciou que é para encerrar.
No documento, os socialistas lembram que aquela extensão serve “quase 2000 utentes”, na sua maioria idosos, com poucos recursos financeiros e com dificuldades de mobilidade, face à “reduzida” oferta de transportes públicos entre Caldelas e a sede do concelho.
Referem ainda que Caldelas vê aumentada, sazonalmente, a sua população, quer pela vertente termal da vila, quer pelas suas “condições naturais extremamente favoráveis” para o designado “turismo de natureza”.
Em contraponto, criticam, vem-se assistindo a uma “crescente degradação” da prestação dos cuidados de saúde, com a extensão local a “perder meios e serviços e, consequentemente, a sua influência e capacidade de resposta”.
Actualmente, a extensão só se encontra aberta, “quando abre”, uma vez por semana, à terça-feira e com horário reduzido, das 15:30 às 17:00, “temendo as populações que seja mais um passo para o encerramento definitivo”.
“Com o esvaziamento destes serviços, a população fica refém de uma rede de transportes insuficiente e dispendiosa para se deslocar ao centro de saúde mais próximo”, lê-se no projecto de resolução do PS.
Em Junho de 2012, e em resposta a um requerimento do PS, o Ministério da Saúde referia que a Extensão de Caldelas tinha um “número reduzido” de utentes (menos de 90), pelo que deveria encerrar até ao final desse ano, “ sendo reafecto os recursos numa perspectiva de melhor serviço ao concelho de Amares”.
Um serviço que o ministério alega já estar a ser prestado pela unidade de saúde familiar e pela unidade de cuidados de saúde personalizados existentes no concelho.
Os socialistas referem que os utentes daquela extensão foram sucessivamente encaminhados para o Centro de Saúde de Amares, “umas vezes invocando falhas técnicas no sistema informático, outras por questões de climatização”.
“Estes avisos, colocados na porta da Extensão de Saúde, levaram a que aos poucos, de forma despudorada e enganosa, os utentes fossem, contra a sua vontade, obrigados a utilizar os serviços de saúde de Amares”, criticam.
Por isso, querem que o Governo assegure a manutenção em Caldelas do polo da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Viver Mais, “com a possibilidade de servir mais utentes, desde logo os potenciais utentes de outras freguesias limítrofes”.
Pedem ainda que sejam asseguradas condições para a prestação de cuidados de saúde com qualidade aos utentes inscritos no polo de Caldelas, garantindo o regresso dos mais de 1.800 utentes que foram “enganosamente” transferidos para o Centro de Saúde de Amares.
A manutenção da extensão de saúde de Caldelas já motivou um abaixo-assinado, que reuniu mais de 4.000 assinaturas.
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