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“O ministro nunca se referiu a dados de 2012 sobre pneumonias”, diz o comunicado do Ministério, acrescentando: “o ministro referiu no Parlamento que existem, relativos a 2013, dados provisórios encorajadores (…) referentes a mortalidade abaixo dos 70 anos, a mortalidade infantil e ainda a melhoria de resultados na tuberculose (não pneumonia), a qual, como sabemos, tem taxas de incidência acima da média na União Europeia”[/caption]
O Ministério da Saúde acusa o PS de tentar “tirar proveito político” de um relatório sobre doenças respiratórias, divulgado na terça-feira, e nega contradições do ministro, como acusam os socialistas.
“O ministro nunca se referiu a dados de 2012 sobre pneumonias”, diz o comunicado do Ministério, acrescentando: “o ministro referiu no Parlamento que existem, relativos a 2013, dados provisórios encorajadores (…) referentes a mortalidade abaixo dos 70 anos, a mortalidade infantil e ainda a melhoria de resultados na tuberculose (não pneumonia), a qual, como sabemos, tem taxas de incidência acima da média na União Europeia”.
O PS afirmou ontem que os mais recentes dados sobre um aparente aumento da mortalidade causada por doenças respiratórias em 2012 contrariam afirmações feitas no parlamento pelo ministro da Saúde, e pediu-lhe explicações.
A deputada socialista Luísa Salgueiro citou dados do relatório anual do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias que apontam para um aumento de 17 por cento em 2012, em comparação com o ano anterior, no número de mortes devido a doenças respiratórias.
Essas doenças provocaram a morte de 50 portugueses por dia em 2012, diz o relatório divulgado na terça-feira.
No comunicado o Ministério lembra a divulgação em Outubro de um relatório sobre doenças respiratórias denominado “Portugal Doenças Respiratórias em Números – 2013”. Na altura a Direcção Geral da Saúde (DGS) divulgou também um comunicado síntese “com os relatórios das doenças oncológicas, cerebrovasculares, VIH SIDA e tuberculose, controlo de infecções e de resistência aos antimicrobianos, saúde mental, alimentação saudável, diabetes e prevenção e controlo do tabagismo”.
O relatório divulgado na terça-feira “tem por base a mesma realidade divulgada pela DGS em Outubro. Com base naqueles indicadores, o Observatório avança algumas causas e determinantes que a DGS considera carecerem ainda de demonstração. Por este facto, a DGS está a estudar a matéria e em breve terá interpretações sólidas sobre as incidências verificadas”, afirma o comunicado do Governo.
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