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O coordenador do secretariado regional de Castelo Branco da União das Misericórdias Portuguesas falava durante o 1.º Encontro de Gerontologia da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, uma iniciativa integrada nas comemorações dos 500 anos da instituição[/caption]
O coordenador regional de Castelo Branco da União das Misericórdias defende que o futuro das instituições portuguesas de solidariedade social (IPSS) passa pela aposta no apoio domiciliário aos idosos.
"Temos um problema sobre a sustentabilidade das IPSS no futuro. Já não é possível responder às necessidades dos idosos, criando mais equipamentos. O envelhecimento da população vai continuar e as instituições têm que perceber, de uma vez por todas, que têm de apostar no apoio ao domiciliário aos idosos", referiu Joaquim Morão.
O coordenador do secretariado regional de Castelo Branco da União das Misericórdias Portuguesas falava durante o 1.º Encontro de Gerontologia da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, uma iniciativa integrada nas comemorações dos 500 anos da instituição que se realizou na passada sexta-feira.
Joaquim Morão disse ainda que nos últimos 40 anos houve mudanças significativas na população portuguesa, onde havia "uma população activa e 40 anos depois existe um país de velhos".
Apesar das dificuldades que Portugal atravessa, Joaquim Morão explicou que "o país tem vindo a organizar-se para dar uma resposta ao envelhecimento da população".
"Se antes do 25 de Abril, praticamente eram as misericórdias a prestar um serviço de saúde e de assistência, nos últimos 25 anos surgiu uma nova realidade, as IPSS que se instalaram por todo o país".
O director distrital do Centro de Segurança Social de Castelo Branco tem a mesma opinião que Joaquim Morão e referiu que "o apoio domiciliário é o ideal".
Melo Bernardo disse que actualmente "parte das IPSS debate-se com grandes problemas", mas sublinhou que "a segurança social tem vindo a saber apoiar e ajudar" as instituições em geral.
"As dificuldades são muitas. Já há excesso de construção [de IPSS]. O que temos no distrito dá para responder às necessidades dos nossos idosos", disse.
O director distrital da Segurança Social explicou ainda que existem 158 IPSS no distrito de Castelo Branco, com 480 acordos de cooperação assinados, o que implica uma verba anual de 35,6 milhões de euros.
Melo Bernardo realçou a importância do sector social ao nível da empregabilidade no distrito de Castelo Branco, "onde existem cerca de 4 mil trabalhadores, grande parte deles altamente qualificados".
Para o futuro, o presidente distrital da segurança social não prevê que haja encerramento de IPSS, mas adianta que "muitas terão eventualmente que ser reconvertidas", nomeadamente "para responder às situações de demência".
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco referiu que actualmente "já só vão para a misericórdia pessoas, em média, com mais de 80 anos".
Cardoso Martins sublinhou ainda que nos próximos anos "vai entrar-se numa convulsão terrível das pessoas idosas com demência. Já é hoje uma realidade, mas tem tendência para crescer de forma vertiginosa".
O provedor da Misericórdia de Castelo Branco disse também que "muitas unidades a prestar serviço aos idosos terão tendência para ficar devolutas" e acrescentou que prevê que "o futuro vai ser muito difícil".
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