O presidente da Junta de Freguesia de Chafé, Viana do Castelo, reúne hoje com a Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) para conhecer o futuro da extensão de saúde, face à saída de uma médica.
Em causa, explica António Lima, está a reforma, no início de Fevereiro, de uma das duas médicas colocadas na unidade de saúde da freguesia e que, até agora, "não foi substituída".
"Estamos a falar de 1.400 utentes que eram atendidos por esta médica. É uma situação que nos preocupa e à população", apontou o presidente da Junta de Freguesia de Chafé.
O atendimento médico, acrescenta, está a ser assegurado pela outra clínica ali colocada, responsável pelos utentes da vizinha freguesia de São Romão de Neiva, perante o receio da população de Chafé com o futuro daquela extensão de saúde, gerida, como todas as outras do distrito do distrito de Viana do Castelo, pela ULSAM.
Contactada pela Lusa, fonte do conselho de administração da ULSAM negou que o encerramento da Extensão de Saúde de Chafé esteja em cima da mesa, "tal como a privação de atendimento médico dos utentes da mesma".
Entretanto, a ULSAM colocou um aviso naquela extensão de saúde alertando os utentes inscritos na médica de família que se reformou que "devem" pedir transferência para outro médico que exerça funções na Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Darque, também no concelho de Viana do Castelo, "se assim o pretenderem".
A Extensão de Saúde Chafé/Neiva foi inaugurada em 2005 e representou um investimento total superior a 600 mil euros. Devia funcionar, segundo a previsão inicial, com três médicos e outros tantos enfermeiros, servindo cerca de 4.500 utentes das duas freguesias.
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