Bastonário reuniu-se com futuros médicos na Universidade do Algarve
DATA
20/02/2014 14:49:46
AUTOR
Jornal Médico
Bastonário reuniu-se com futuros médicos na Universidade do Algarve

josemanuelsilva1O Bastonário da Ordem dos Médicos, esteve ontem na Universidade do Algarve (UAlg), onde deu a conhecer as mais recentes propostas de alteração do Regulamento do Internato Médico e da prova de acesso à especialidade, a uma plateia repleta de futuros médicos, informa a instituição em comunicado.

José Manuel Silva respondeu às muitas questões, dúvidas e preocupações colocadas pelos jovens médicos, muitos dos quais a realizar o Ano Comum em hospitais da região, formados ou não na UAlg.

Para Isabel Palmeirim, directora do Mestrado Integrado de Medicina (MIM), “esta visita serviu também para transmitir ao Bastonário o balanço positivo do MIM, que já vai na sua quinta edição, tendo já formado 29 médicos, que já estão a realizar o Ano Comum em hospitais ”.

José Manuel Silva mostrou alguma preocupação em relação ao futuro da classe médica, admitindo até que alguns profissionais poderão ter que optar pela emigração “à procura de melhores condições”. Considera que se estão a formar especialistas a mais, embora reconheça que existem algumas especialidades com falta de profissionais, mas prevê que em 2025, segundo um estudo apresentado, existam entre 6 a 9 mil especialistas em excesso.

Sobre as propostas de alteração do Regulamento do Internato Médico, o Bastonário defende que “a Ordem dos Médicos vai continuar a assegurar o regulamento”.

Na sua opinião “a verdadeira reforma do Estado ainda não se fez” e “as perspectivas de futuro não são animadoras”. Em jeito de conselho, o presidente da Ordem termina a reunião pedindo aos futuros médicos que acima de tudo centrem a sua acção em duas palavras: “qualidade e vocação”.

José Manuel Silva reuniu-se, ainda, com a direcção do Curso de Medicina e com o Reitor da UAlg.

Sobre o curso de Mestrado Integrado de Medicina

No mesmo comunicado, explica-se que o Mestrado Integrado de Medicina, muito inspirado nos métodos de formação de países referência na área Médica, como Austrália, Reino Unido e Canadá, é um curso com a duração de quatro anos, desenhado para formar médicos com um perfil bem definido nas vertentes do conhecimento, atitudes e aptidões práticas. A aquisição de conhecimentos das ciências básicas e das ciências clínicas é baseada em problemas clínicos reais (PBL) discutidos/resolvidos/analisados em grupos de 8 alunos, assistidos por um tutor.

A auto-aprendizagem é, refere a UAlg, uma pedra angular deste sistema de formação. Os estudantes não são “ensinados” mas são antes ajudados a aprender num ambiente de equipa que aproveita as sinergias decorrentes das formações prévias dos estudantes.

A aprendizagem das bases da comunicação entre doente e médico, a ética clínica, a aprendizagem das competências para fazer a história clínica, o exame físico do doente, o diagnóstico e o plano terapêutico, fazem-se no contexto da Medicina Geral e Familiar na primeira metade do curso, e posteriormente, no terceiro e quarto ano, em contexto hospitalar.

A formação é também complementada com modelos anatómicos e de simulação clínica desenhados para o efeito, existentes na UAlg, sob a orientação de especialistas clínicos. O curso conta também com seminários todas as semanas, onde são convidados peritos nacionais e internacionais das diversas áreas clínicas.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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