Autarcas do Alentejo Litoral pedem mais psiquiatras ao Ministério da Saúde
DATA
21/02/2014 10:48:32
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Jornal Médico
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Autarcas do Alentejo Litoral pedem mais psiquiatras ao Ministério da Saúde

sinaletica-consultasA Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) pediu ao Ministério da Saúde o aumento do número de psiquiatras na região, devido aos “índices elevados de suicídios” nos concelhos de Odemira e de Santiago do Cacém.

O pedido foi feito ontem à tarde durante uma reunião, em Lisboa, entre uma comitiva da CIMAL e o ministro e os dois secretários de Estado da Saúde, em que foi dada a “garantia” de que “vão ser encontradas medidas” para resolver o problema, disse à agência Lusa o presidente da entidade, Vítor Proença.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e da CIMAL, a necessidade de reforço de profissionais de saúde estende-se a outras especialidades, além da psiquiatria, mas esta é premente devido ao número “elevado” de suicídios registado nos concelhos de Odemira e Santiago do Cacém.

Os representantes dos municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines apresentaram também ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, a necessidade de ampliar o serviço de urgência do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), devido a “um problema estrutural de base”.

O governante “reconheceu” que se trata de “uma área limitada” e informou que o processo para a ampliação da urgência hospitalar está a avançar “no âmbito do próximo pacote financeiro da União Europeia”, disse Vítor Proença.

A CIMAL pediu também a criação do conselho consultivo do HLA, referiu o responsável, que considera este órgão essencial para “dar voz às populações e aos seus representantes” e “melhorar a resposta de saúde”.

A falta de médicos ao nível dos cuidados primários de saúde dos cinco concelhos foi outro dos problemas apontados pelos autarcas, que propuseram que sejam renovados os contratos com os clínicos estrangeiros, sobretudo os cubanos, enquanto não for possível contratar profissionais portugueses ”por não responderem aos concursos”.

Foi também exposta a necessidade de comprar uma viatura para a prestação de cuidados comunitários no concelho de Alcácer do Sal e o facto de o Centro de Saúde de Grândola continuar a funcionar apenas durante 12 horas, ao invés de ter serviço permanente.

O “avolumar” das dívidas dos serviços de saúde às corporações de bombeiros foi igualmente abordado durante a reunião, tendo havido o “reconhecimento”, por parte de Paulo Macedo, de que tal “não pode acontecer”, indicou Vítor Proença.

 

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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