A Assembleia Municipal de Amares aprovou, por unanimidade, uma moção em que manifesta “todo o apoio” à luta da população e dos utentes contra o anunciado encerramento da extensão de saúde de Caldelas.
Na moção, apresentada pela CDU, os deputados municipais recomendam também à Câmara que intervenha junto da Administração Regional de Saúde do Norte “para que sejam melhoradas as condições de funcionamento e reforçada a capacidade de resposta” daquela extensão.
O texto refere que a unidade de Caldelas servia cerca de 2.000 utentes de cinco freguesias mas vem “desde há muito perdendo as condições mínimas para responder às necessidades”.
Para tentar inverter a situação, correu um abaixo-assinado que reuniu mais de 4.000 assinaturas e que foi enviado à Assembleia da República, para que o assunto fosse discutido e votado em plenário.
Em finais de Janeiro, foram votadas duas propostas de resolução, uma do PS e a outra do PCP, que defendiam a manutenção da extensão de Caldelas, com novas instalações e com os recursos humanos e materiais necessários para responder às necessidades dos 2.000 utentes. As propostas acabaram por ser chumbadas pela maioria que suporta o Governo.
O presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira (PS), já garantiu que irá lutar “até ao fim” pela manutenção de cuidados de saúde públicos na vila termal de Caldelas.
“A nossa proposta, pela qual lutaremos até ao fim, é a criação de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) em Caldelas, no âmbito de uma política de proximidade com as populações”, disse o autarca à Lusa.
Manuel Moreira admitiu que as atuais instalações “não têm condições”, mas sublinhou que a Câmara e a Junta de Caldelas estão disponíveis para realizar as obras necessárias na antiga escola primária daquela freguesia para instalação da USF.
Segundo a Câmara, o encerramento da extensão de Caldelas, iria “prejudicar directamente cerca de 2.000 utentes, maioritariamente idosos, com dificuldades de deslocação à sede do concelho e de fracos recursos financeiros”. Actualmente, a extensão só abre uma vez por semana, à terça-feira e com horário reduzido, das 15:30 às 17:00. Em Junho de 2012, e em resposta a um requerimento do PS, o Ministério da Saúde referia que a Extensão de Caldelas tinha um “número reduzido” de utentes (menos de 90), pelo que deveria encerrar até ao final desse ano, “sendo reafectados os recursos numa perspectiva de melhor serviço ao concelho de Amares”.
Um serviço que o ministério alega já estar a ser prestado pela unidade de saúde familiar e pela unidade de cuidados de saúde personalizados existentes no concelho.
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