Hospital Pulido Valente requalificado em Parque de Saúde
DATA
14/07/2016 11:37:47
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Jornal Médico
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Hospital Pulido Valente requalificado em Parque de Saúde

HPV

Na sequência das “constantes preocupações” com o Hospital Pulido Valente (HPV), manifestadas pela Plataforma Lisboa em Defesa do SNS, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Carlos das Neves Martins, anunciou ontem que o organismo será requalificado e transformado num parque de saúde, com o objetivo de “solucionar questões futuras e manter esta unidade operacional no quadro do SNS”.

De acordo com um comunicado do CHLN a que o nosso jornal teve acesso, “pretende-se retomar as obras paradas há cinco anos, assim como aumentar os serviços públicos no campus [do HPV], com “100% de ocupação ao serviço das pessoas e mais cuidados de saúde diferenciados em proximidade”, já que “apenas 60% da área se encontrava em atividade”. O HPV manter-se-á como “património público”, garantiu o responsável.

O plano de requalificação visa um aumento da oferta dos serviços de saúde, contemplando desde a medicina geral e familiar a cuidados hospitalares, passando ainda pelos cuidados paliativos e cuidados continuados.

No requalificado parque de saúde ficarão instalados serviços do Ministério da Saúde como a Central de Esterilização Partilhada e o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências.

A Plataforma Lisboa em Defesa do SNS tem mostrado apreensão com o futuro do HPV, acusando a administração de “redução do número de camas e serviços no hospital”. A este respeito, Carlos Martins frisou que, “no futuro, vão ser aumentadas e que o parque de saúde passará a ter 274 camas”. Segundo o responsável, “na área dos cuidados paliativos e continuados será a Santa Casa da Misericórdia a pagar uma renda para a utilização do espaço”. O plano de requalificação contempla ainda a instalação da Unidade de Saúde Familiar (USF) do Lumiar.

No entender da Plataforma Lisboa em Defesa do SNS, a cedência de espaço para uma USF e a entrega dos cuidados continuados e paliativos à Santa Casa da Misericórdia “faz parte de uma estratégia de desmantelamento” do HPV.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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