Face à recorrente falta de médicos no Algarve, fruto de “más políticas de Saúde, quer na Medicina Geral e Familiar (MGF), quer nas especialidades hospitalares, devido ao abandono do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por um elevado número de médicos”, a Ordem dos Médicos (OM) exortou, em comunicado, soluções por parte do Governo. De acordo com aquele organismo, o problema assenta “não na falta de médicos em Portugal”, mas na “desvalorização do trabalho médico no SNS, cujo Ministério da Saúde tem formas de resolver”.
Segundo a Ordem dos Médicos (OM), as especialidades hospitalares com maior carência são as de Anestesiologia, Ortopedia e Ginecologia/Obstetrícia.
Aludindo ao caso da substituição da diretora de Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Alexandra Adams, no início de julho, a Ordem critica a administração pelos “inesperados e inusitados comentários sobre a sua competência técnico-profissional”, referidos na carta de demissão da própria, salientando: “Não é admissível que qualquer conselho de administração e um qualquer administrador ponham em causa a competência técnico-profissional de um médico sem que haja sequer um processo de averiguações que o prove”.
Também os diretores de departamento e diretores de serviço se manifestaram, numa onda de protestos, solidarizando-se com Alexandra Adams, pelo facto de “o seu trabalho ser reconhecido como de grande competência técnica em prol da Neurocirurgia do Algarve”.
A OM, através do Conselho Distrital do Algarve/Conselho Regional Sul e do seu bastonário, expressou solidariedade para com a profissional, reconhecendo o “excelente trabalho como neurocirurgiã em prol dos doentes algarvios, e recomendando ao Conselho de Administração do CHA o investimento em formação para melhorar competências a nível de gestão de recursos humanos altamente diferenciados”.
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Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?