Investigadores realizam nova técnica para melhorar reprodução assistida
DATA
01/04/2014 20:46:24
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Investigadores realizam nova técnica para melhorar reprodução assistida

Inseminação

Uma equipa internacional de investigadores provou em pacientes uma nova técnica que melhora os resultados da reprodução assistida, eliminando os embriões "geneticamente não normais" antes da sua transferência para o útero.

A investigação realizada em 43 mulheres, publicada na revista BioMed Research International, consiste na análise genética dos 23 cromossomas do embrião antes de o transferir para o útero, reduzindo os fracassos, "uma vez que a transferência de um só embrião geneticamente normal é suficiente".

Com recurso à nova técnica, 68 por cento das mulheres participantes na investigação que praticaram a inseminação in vitro engravidaram.

Anteriormente, sem esta técnica, as mulheres sofreram três ou mais fracassos em anteriores tentativas.

O director da Clínica MARGen de Granada, Jan Tesarik, explicou à Efe que, no geral, as mulheres acumulam nos ovários anomalias cromossomáticas.

O estudo genético de pré-implantação dos embriões permitirá descartar aqueles que são "geneticamente não normais", adiantou o clínico, que integra a equipa de investigadores. No presente, usa-se na maioria dos casos a técnica in situ, que, por norma, analisa de três a sete cromossomas diferentes. Tesarik referiu que o genoma humano é formado por 23 pares de cromossomas e sublinhou que "as anomalias podem estar em qualquer deles".

Dos embriões analisados com este novo método, 46 por cento resultaram geneticamente normais, apenas em duas pacientes nenhum embrião era normal.

"À parte do seu indiscutível interesse clínico, este trabalho abre um debate sobre a regulação e legislação que respeita à aplicação de análises genéticas na reprodução assistida. Parece-me razoável aplicar esta técnica em todos os casos in vitro, para evitar o sofrimento inútil das mulheres depois de um fracasso", sustentou.

Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo

Terceiro espaço
Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
Terceiro espaço

Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?

Mais lidas

Sem artigos!
Sem artigos!