Doença renal crónica tem implicações no desenvolvimento das crianças
DATA
08/04/2014 14:21:03
AUTOR
Jornal Médico
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Doença renal crónica tem implicações no desenvolvimento das crianças

Nefrologia

A doença renal em crianças tem implicações no desenvolvimento físico, mental e emocional, por isso, a suspeita deve ser iniciada pelo histórico familiar. A doença renal em crianças e adolescentes é um dos temas que vai ser discutido no Encontro Renal 2014, que acontece entre os dias 9 a 12 de Abril, em Vilamoura.

O diagnóstico tardio é a principal causa de comprometimento da função renal nas crianças e adolescentes. De acordo com os últimos dados do Gabinete de Registo das Biópsias Renais da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), o total de biópsias renais realizadas no ano de 2013 foi de 788. Destas, 15 foram realizadas na população com menos de 15 anos, o que corresponde a 3,3%.

"Se a doença renal não for diagnosticada precocemente, a criança pode desenvolver outras doenças associadas” refere Fernanda Carvalho, nefrologista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN).

E acrescenta: “lesões renais mais graves podem levar à perda progressiva da função dos rins, com doença renal terminal, obrigando a recorrer à diálise e ao transplante renal.”

Grande parte destas doenças é hereditária ou acontecem durante a gestação. No entanto, embora menos comum, a diabetes e a hipertensão arterial também podem levar à doença renal crónica.

É importante que os pais estejam atentos a todos os sinais de alerta – edemas, cor e odor da urina, sinais de cansaço e atraso de crescimento. As crianças devem manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas e vegetais, beber água e serem incentivadas à prática de exercício físico.

Em Portugal, estima-se que cerca de 800 mil pessoas deverão sofrer de doença renal crónica. A progressão da doença é muitas vezes silenciosa, o que leva o doente a recorrer ao médico tardiamente, já com menos possibilidade de recuperação.

Todos os anos surgem mais de dois mil novos casos de doentes em falência renal. Em Portugal existem actualmente cerca de 16 mil doentes em tratamento substitutivo da função renal (cerca de 2/3 em diálise e 1/3 já transplantados), e cerca de dois mil aguardam em lista de espera a possibilidade de um transplante renal.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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