Projecto Tribone: implantação de biomateriais no corpo humano para substituição de partes ósseas
DATA
29/04/2014 17:30:48
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Jornal Médico
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Projecto Tribone: implantação de biomateriais no corpo humano para substituição de partes ósseas

Radiografia óssea

Um projecto de investigação que visa colmatar problemas nos ossos, provocados por doença ou acidentes, é hoje apresentado em Braga num encontro organizado pelo Health Cluster Portugal, dedicado ao tema "Nanotecnologias, Materiais Avançados & Saúde: do conhecimento ao paciente".

Em declarações à Lusa, o responsável pela investigação e professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Domingos Santos, explicou que o que está em causa neste projecto, denominado “Tribone”, é “a possibilidade de fabricar biomateriais que serão implantados no corpo humano, nas áreas de cirurgia ortopédica e maxilofacial”.

“Através da tecnologia que desenvolvemos neste projecto conseguimos controlar a estrutura interna dos biomateriais de modo a que eles se assemelhem ao osso humano trabecular. E, portanto, no fundo, esses biomateriais possibilitam que as células cresçam por essa estrutura interna e que a regeneração do osso se faça muito mais facilmente e de uma forma muito melhorada. Quando são implantados em substituição desse osso humano comportam-se como sendo o próprio osso humano”, acrescentou.

O objectivo, segundo explicou à Lusa, é que “a sua estrutura se assemelhe à zona lesada, ao osso que teve de ser retirado ou à zona óssea onde houve desgaste ou degeneração. O biomaterial que vai ser implantado deverá ter as propriedades e a configuração próxima ao osso que está a substituir”.

O projecto, financiado pela Agência de Inovação, foi desenvolvido por um consórcio que engloba a Faculdade de Engenharia do Porto, o Instituto Pedro Nunes de Coimbra e três empresas (Bioskin, Celoplás-Plásticos e Nanologic).

Nesta fase, referiu Domingos Santos, “estamos a implantar estes protótipos em ovelhas, na esperança de que, depois de validados os resultados, consigamos ter esta nova tecnologia no mercado daqui por três anos”.

“Esta nova tecnologia está particularmente adaptada a grandes séries e, por isso, o nosso grande objectivo é também atingir o mercado internacional”, afirmou.

O responsável frisou a importância deste projecto que “vai ter aplicação em todas as partes ósseas que sejam lesadas, ou por trauma ou por doença, onde haja necessidade de colocar um substituto do osso”.

Os resultados desta investigação serão apresentados, em Braga, terça-feira de manhã e à tarde haverá uma mesa redonda com um conjunto de especialistas para delinear a estratégia para disponibilizar este projecto ao mercado e aos pacientes que dele necessitam.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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