O Instituto Português do Sangue e da Transplantação lança hoje nos centros de saúde de todo o país uma campanha de informação sobre o Registo Nacional de Não Dadores de órgãos.
“Esta campanha insere-se num programa do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), que está a fazer tudo para aumentar o número de dadores de transplantes em Portugal. O instituto quer também dar a liberdade aos portugueses que não querem doar os seus órgãos depois de morrer”, explicou Ana França, coordenadora do projecto e coordenadora da área da transplantação do IPST.
O Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA) foi criado em 1994 com o objectivo de viabilizar um eficaz direito de oposição à dádiva. “Todos os cidadãos nacionais residentes que não estejam inscritos no RENNDA são considerados possíveis dadores de órgãos e tecidos”, lembrou.
A mesma responsável informou que a campanha é lançada hoje nos centros de saúde de todo o país com a colaboração das Administrações Regionais de Saúde (ARS). “Vão ser distribuídos cartazes informativos sobre como as pessoas se podem registar. Destina-se ao público em geral, mas também aos profissionais dos centros de saúde, uma vez que é nesses serviços que é feita a inscrição”, esclareceu.
De acordo com Ana França, a campanha visa informar os cidadãos sobre a possibilidade de não ser dador e assegurar que, caso opte por ser dador, “alguém ficará grato”.
“As pessoas podem registar-se nos centros de saúde. O IPST não tem acesso à base de dados, só quando existe um possível dador se vai confirmar junto da mesma”, explicou.
Ana França adiantou ainda que, desde a criação do RENNDA em 1994, o número de inscritos tem-se mantido estável, com 37.580, correspondendo a 0,36% da população portuguesa.
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