Centros de Saúde do Médio Tejo precisam de mais 20 médicos
DATA
10/07/2014 16:46:07
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Jornal Médico
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Centros de Saúde do Médio Tejo precisam de mais 20 médicos

Jovens Médicos 1

A directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo disse hoje que "a falta de cerca de 20 médicos" é o grande problema dos cuidados de saúde primários na região.

"Temos cerca de 40.000 utentes sem médico de família, num universo de 235 mil utentes, que representam 17% do total de utentes inscritos, sendo que esta situação só se resolve definitivamente com a vinda de mais médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar para os locais carenciados", disse Sofia Theriaga à Lusa.

O ACES do Médio Tejo abrange 11 municípios, com o problema da falta de médicos a fazer-se sentir, "em especial", nos concelhos de Abrantes, Sardoal, Torres Novas e Ourém.

Para "minimizar" a situação, a directora executiva daquele ACES afirmou "ter vindo a recorrer à contratação da prestação de serviços médicos à hora", solução que considerou não ser a ideal, mas a possível no imediato".

Sofia Theriaga perspectivou que, na região do Médio Tejo, "o problema da falta de médicos não se vai resolver a curto prazo".

A responsável pelo ACES criticou, por outro lado, algumas propostas apresentadas pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), que alega serem baseadas na apreciação de que a região tem "uma boa oferta hospitalar e uma muito má oferta dos cuidados primários de saúde".

"Referir que o Médio Tejo dispõe de uma má oferta de cuidados primários de saúde é uma apreciação ligeira e incorrecta, representa um contributo muito negativo na motivação das equipas e, em especial, para o esforço de captação de profissionais para os centros de saúde", defendeu.

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), que tem manifestado preocupação com a qualidade da oferta ao nível dos cuidados de saúde, aprovou no sábado, por unanimidade, a criação de uma Carta de Saúde Regional.

A presidente da CIMT, Maria do Céu Albuquerque, defendeu a realização de estudos sobre as mais-valias da criação de uma Unidade Local de Saúde (ULS) no Médio Tejo, naquela que seria "uma única entidade pública empresarial dos hospitais e dos centros de saúde existentes na região".

A directora executiva do ACES afirmou que o modelo de organização proposto pela CIMT "não apresenta vantagens comprovadas para os utentes".

Para Sofia Theriaga, "dizer e escrever o contrário, sem demonstração de evidência de que um modelo é absolutamente melhor do que outro, é traduzir convicções sem suporte de demonstração e é um exercício estéril e que em nada contribui para resolver o problema" da falta de médicos de família no Médio Tejo.

"Mudar por mudar, só para dizer que se muda, não vale a pena", notou.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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