Hospital de Gaia disponibiliza novo tratamento para arritmia cardíaca
DATA
24/09/2014 16:26:02
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Jornal Médico
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Hospital de Gaia disponibiliza novo tratamento para arritmia cardíaca

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O Centro Hospitalar Gaia/Espinho (CHVNG) anunciou hoje ter iniciado recentemente um novo tratamento para a arritmia cardíaca mais frequente entre os portugueses (fibrilação auricular) através de uma nova tecnologia que utiliza o frio extremo (crioablação).

A fibrilação auricular é uma alteração do ritmo e da frequência do batimento do coração, em que as aurículas contraem de forma irregular e descoordenada, o que pode levar a que o sangue se acumule nesta zona do coração, com risco de formação de coágulos, que se podem deslocar através da corrente sanguínea e bloquear o fluxo de sangue ao cérebro e, consequentemente, provocar acidentes vasculares cerebrais.

De acordo com João Primo, responsável pelo Laboratório de Eletrofisiologia do CHVNG, “embora com longa experiência e grande número de doentes tratados através de radiofrequência – técnica convencional – foi decidido iniciar o tratamento da fibrilação auricular agora através da utilização do frio intenso”.

“Esta técnica utiliza um cateter fino e flexível para avaliar a arritmia e um cateter com balão que congela e destrói as células na entrada das veias pulmonares, isolando-as e bloqueando assim a passagem de correntes eléctricas não desejadas”, explicou o responsável.

O director do Serviço de Cardiologia, Vasco Gama Ribeiro, salientou que “com esta nova técnica, o CHVNG disponibiliza mais uma terapia de última geração para tratar uma das doenças cardíacas mais comuns e subtratadas entre os portugueses”.

Segundo o cardiologista, “estima-se que mais de metade dos doentes diagnosticados com fibrilação auricular não respondem favoravelmente ao tratamento farmacológico, sendo portanto lícito pensar na ablação da fibrilação auricular (FA) como primeira escolha em casos seleccionados.”

A FA é a arritmia mais prevalente, afectando cerca de 1% da população e a partir dos 50 anos a incidência duplica em cada década. Nos últimos anos, a prevalência tem vindo a aumentar.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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