A Associação Portuguesa de Hemofilia afirmou que Portugal viola duas recomendações do Conselho Europeu para o tratamento da doença, como a compra de factores de sangue apenas com base no critério do preço.
“A compra de factores do sangue não pode ser apenas baseada no critério do preço, como acontece actualmente em muitas unidades hospitalares, mas também em critérios essenciais como a eficácia, qualidade e segurança”, revela a associação em comunicado.
De acordo com a Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas, a outra recomendação que não é cumprida é a da “criação de um Conselho Nacional de Hemofilia”.
A associação defende que a existência de um Conselho Nacional de Hemofilia possibilitaria a existência em Portugal de um órgão colegial, que envolvesse associações de doentes, médicos e Ministério da Saúde e permitiria traçar um plano nacional para a hemofilia que possibilitasse uma maior harmonização de tratamentos para optimizar custos.
O não cumprimento da outra recomendação que aponta para que a compra dos factores de sangue não se baseie somente no seu preço, “afigura-se extremamente grave, por deixar nas mãos de critérios economicistas a escolha do tratamento para a hemofilia e não critérios essenciais como a eficácia e a segurança”, alertam os responsáveis.
“Estes dois critérios ou o seu não cumprimento em Portugal, afastam-nos do nível básico do tratamento da hemofilia e outros distúrbios hemorrágicos que se pretendem numa base comum europeia”, considera a associação.
Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo
Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?