O Ministério da Saúde deu instruções aos centros de saúde (CS) da Grande Lisboa para alargarem os seus horários de atendimento de doentes pelo menos até às 22 horas de ontem, hoje e sexta-feira, para evitar idas desnecessárias às urgências hospitalares.
Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde (SEAMS), Leal da Costa, disse que foram dadas instruções ainda na segunda-feira para que o maior número possível de CS alargue os seus horários de atendimento a doentes não programados.
Todos os CS que tenham condições de prolongar o horário devem fazê-lo, embora possa haver unidades que não consigam cumprir esta indicação. “Determinámos que isso acontecesse nos dias 30 e 31 de Dezembro e 2 de Janeiro. Poderá ser alargado territorial e temporalmente, mas para já parece-nos razoável seguir este modelo”, acrescentou o responsável.
O SEAMS lembrou que cabe a cada CS decidir e anunciar aos utentes a sua disponibilidade para alargar o horário. “Demos uma instrução no sentido de esperar que ela seja cumprida. Espero que as administrações regionais de saúde consigam resolver da melhor forma o problema. Esperamos que os profissionais que estão nestes centros de saúde sintam que é uma hora particularmente difícil para todos aqueles que estão envolvidos no tratamento dos doentes e possam ajudar-se uns aos outros”, afirmou Leal da Costa.
No Natal, o hospital Amadora-Sintra teve tempos de espera de 20 horas nas urgências, devido a um elevado número de doentes com patologia mais grave e à falta de clínicos escalados.
Para SEAMS, apesar do “pico excepcional” registado naquele hospital, o Serviço Nacional de Saúde tem mantido “de um modo geral, uma muito boa capacidade de resposta”.
Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo
Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?