OM/Norte critica “situações dramáticas” nas urgências hospitalares
DATA
08/01/2015 16:00:16
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


OM/Norte critica “situações dramáticas” nas urgências hospitalares

Hospital2

A Ordem dos Médicos/Norte criticou o “silêncio ensurdecedor” do ministro da Saúde e a cumplicidade de alguns conselhos de administração hospitalares face às “situações dramáticas” vividas nas urgências hospitalares.

“Não é habitual morrerem doentes nos serviços de urgência hospitalares enquanto esperam a sua vez para serem atendidos. Quantas desgraças serão necessárias para que os responsáveis políticos tomem medidas efectivas para a resolução de um problema que não é novo nem sequer é desconhecido dos principais decisores na área da Saúde? Até quando vai o ministro da Saúde manter o seu silêncio e sua impiedosa política de Saúde? Quando será que o ministro da Saúde se centra e se preocupa mais com as pessoas e menos com os números?”, questiona a Ordem dos Médicos/Norte.

Em comunicado, o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos critica também a “cumplicidade” de alguns conselhos de administração (CA) e aponta o exemplo do CA do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) [Hospital de Santa Maria da Feira] como modelo para entender o que está a acontecer.

“Foi distinguido com frequência pelos seus méritos de gestão. Foi informado oficial e reiteradamente por médicos do CHEDV com responsabilidades de direcção (como por exemplo a directora do Serviço de Urgência) sobre a situação de grave deficiência vivida há vários meses no serviço de urgência/emergência. E pouco ou nada fez para tentar solucionar um problema que se arrasta há demasiado tempo com todas as implicações e potenciais riscos reais para a segurança dos doentes”, sustenta.

Segundo a OM/Norte, a administração do Hospital da Feira “prefere manter os seus méritos de gestão em vez de resolver aquela que deveria ser a sua principal preocupação no serviço de urgência/emergência: prestar cuidados de saúde de qualidade em tempo útil. De nada serviu o mais recente e dramático apelo ao CA da directora do serviço de urgência/emergência do CHEDV”.

“O Conselho Regional do Norte, no limite das suas competências, e perante as denúncias existentes, já providenciou a abertura de inquérito de averiguações à conduta da directora clínica do CHEDV, e vai, como é sua obrigação, comunicar os factos de que tem conhecimento à Inspecção Geral de Actividades em Saúde (IGAS)”, acrescenta.

O CHEDV informou na segunda-feira que vai abrir um “processo de averiguações” à morte de um doente nas urgências do Hospital de Sebastião, em Santa Maria da Feira, no domingo.

Um homem de 57 anos morreu domingo nas urgências do Hospital de Santa Maria da Feira enquanto esperava, há mais de seis horas, para ser atendido.

De acordo com a nota do Centro Hospitalar, o utente em questão “foi admitido no serviço de urgência do hospital, tendo sido triado com a prioridade de amarela, de acordo com o protocolo de triagem de Manchester”.

“Perante o agravamento do seu estado de saúde foi feita nova triagem, tendo então sido atribuída a cor laranja. Nesta situação, o utente foi imediatamente observado por um médico especialista de Medicina Interna”, refere a mesma nota.

Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo

Terceiro espaço
Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
Terceiro espaço

Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?

Mais lidas

Sem artigos!
Sem artigos!