A deputada socialista Odete João considerou hoje “incompreensível” que a extensão de Saúde de Famalicão, no concelho da Nazaré, aguarde há seis meses a colocação de uma funcionária administrativa que permita abrir a unidade encerrada desde 2011.
“Não se compreende que a extensão de saúde não abra por problemas burocráticos que há seis meses atrasam a transferência de uma funcionária para as instalações”, disse à agência Lusa a deputada socialista Odete João no final de uma visita aquela unidade de saúde.
A extensão de Saúde de Famalicão, no concelho da Nazaré, está encerrada desde 2011, inicialmente por falta de médico, enfermeiro e pessoal administrativo. Mas segundo a deputada, eleita pelo círculo de Leiria, “actualmente já existe um médico e uma enfermeira para ali prestarem serviço e só falta a administrativa”.
Na visita realizada hoje de manhã a deputada constatou, junto dos autarcas da Câmara da Nazaré e da Junta de Freguesia de Famalicão, que “foi iniciado um processo de mobilidade” para dotar a extensão de uma funcionária, actualmente a prestar serviço na Câmara de Alcobaça, “que já autorizou a respectiva saída”.
O processo aguarda, no entanto, aval do Governo, ao qual Odete João irá perguntar, na quarta-feira, “quais os motivos do atraso que está a prejudicar cerca de 1.800 utentes”, obrigados a deslocarem-se ao Centro de Saúde da Nazaré, onde o médico e enfermeira dão consultas até que a extensão seja reaberta.
A reabertura da extensão de saúde tem sido reivindicada pela população num abaixo-assinado que esteve na base de uma moção aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal da Nazaré, a 30 de Dezembro de 2014.
A moção exigia “o fim da situação de discriminação que se vive na freguesia” e a “vinculação de pessoal administrativo adequado” num prazo de 30 dias, após os quais estava prevista “uma mobilização da população para fazer valer a defesa dos seus direitos numa manifestação” a realizar junto à residência do primeiro-ministro.
Contactado pela Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Famalicão, José Filipe (PS), admitiu hoje “esperar mais alguns dias para ver se com a intervenção dos deputados a situação é desbloqueada”.
“Se assim não for, marcharemos para Lisboa para reivindicar o nosso direito à saúde”, acrescentou.
De acordo com o autarca, o pólo tinha, em 2011, 1.800 inscritos, dos quais “cerca de metade tem procurado inscrever-se noutros centros de saúde das proximidades”, entre os quais S. Martinho do Porto, no concelho de Alcobaça.
Uma situação “lamentável”, sublinhou Odete João, lembrando que, “além dos problemas para os utentes, este encerramento leva também à degradação de umas instalações com boas condições”, tornando mais premente a necessidade” de as reabrir.
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