Escola de Dor forma profissionais de saúde
DATA
04/03/2015 16:00:23
AUTOR
Jornal Médico
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Escola de Dor forma profissionais de saúde

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O Grupo de Estudo de Medicina da Dor da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia vai apresentar no próximo dia 12 de Março, a primeira Escola de Dor direccionada exclusivamente para médicos. A iniciativa integra-se no Congresso Nacional de Anestesiologia que decorre no Hotel Cascais Miragem.

“O baixo nível de conhecimento tem sido identificado como um obstáculo ao correcto controlo da dor nas suas várias vertentes, tanto ao nível pré-graduado como pós-graduado. No contacto diário com internos de várias especialidades, nomeadamente de anestesiologia, verificou-se que apesar da obrigatoriedade de estágios relacionados com a medicina de dor, em unidades de dor crónica e dor aguda, permanece uma falha ao nível de conceitos básicos nesta área”, explica Ana Cristina Mangas, Coordenadora do Grupo de Estudo de Medicina da Dor da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia.

E acrescenta: “tendo em conta esta lacuna, o Grupo de Estudo de Medicina de Dor vai realizar cursos para médicos com interesse na área da anestesiologia, com o objectivo de introduzir e ou melhorar conceitos nesta matéria.”

A Pain School SPA será constituída por quatro módulos com avaliação final, com a duração total de 16 horas, e que de acordo com recomendações internacionais abordarão temas fundamentais na formação em dor, seguindo o modelo biopsicossocial.

“Este projecto é um embrião que pretende dar um impulso a outras iniciativas de carácter educativo na Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, nomeadamente em conjunto com outras secções ou grupos de estudo, ou mesmo com outras sociedades científicas. Será também constituída uma academia de formadores, profissionais de saúde com especial interesse na medicina de dor”, conclui.

A dor crónica é reconhecida como um grave problema de saúde pública com impacto significativo na qualidade de vida das pessoas e enormes custos individuais e sociais. Em Portugal, o impacto socioeconómico da dor crónica é estimado em dois mil milhões de euros/ano, custo que atinge os 4,6 mil milhões de euros quando somados os gastos com incapacidades temporárias, baixas médicas e reformas antecipadas.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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