Curso sobre paramiloidose reforça conhecimento de internos de MGF

Curso Paramiloidose

Com o intuito de colmatar algumas lacunas formativas e complementar os conhecimentos adquiridos durante o Internato, a Associação de Internos de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte (AIMGF) organizou, em parceria com os Laboratórios Pfizer, no passado dia 11 de Abril, um curso sobre paramiloidose, uma doença que, apesar de rara, tem uma expressão particularmente acentuada no Norte do País. A acção de formação “permitiu responder às principais questões que um médico de Medicina Geral e Familiar poderá ter em relação a esta doença, contribuindo ainda para o esclarecimento de muitos mitos associados à mesma”, salientou a direcção da AIMGF, em jeito de balanço dos trabalhos.

Polineuropatia amiloidótica familiar (PAF), paramiloidose, doença de Corino de Andrade ou doença dos pezinhos. Esta doença hereditária de carácter progressivo tem muitos nomes, mas ainda é pouco conhecida, mesmo entre a classe médica. Apesar de rara, a PAF assume uma relativamente elevada prevalência no Norte de Portugal. O médico de Medicina Geral e Familiar (MGF) tem um papel primordial neste contexto, não só na detecção dos primeiros sinais e sintomas – essenciais para o diagnóstico precoce da doença e para o seu tratamento –, mas também pela relação estreita que possui com as famílias, permitindo-lhe perceber quais os potenciais elementos em risco e que devem ser encaminhados para despiste precoce da doença, assim como o planeamento de uma gravidez no seio de uma família afectada com envio precoce para um centro especializado. Acresce ainda a importância que a MGF poderá ter no acompanhamento da evolução clínica desta patologia, assim como no apoio ao doente e seus familiares.

Consciente deste papel, a AIMGF, em parceria com os Laboratórios Pfizer, escolheu justamente a paramiloidose para tema central da sua mais recente acção de formação. “A AIMGF tem vindo a apostar em formações de variados temas, que tentam ir ao encontro das expectativas e necessidades dos internos de MGF, com temáticas que visam colmatar alguma carência formativa ou que se assumem como um complemento ao nosso internato. Acima de tudo, tentamos que os nossos cursos sejam predominantemente práticos e dirigidos à nossa actividade clínica do dia-a-dia”, adiantou ao nosso jornal fonte da direcção da AIMGF.

De acordo com os organizadores, este curso destacou-se em particular pelo “carácter inovador do tema em MGF, evidenciando uma nova era nesta área de formação: gerações cada vez mais envolvidas e sensibilizados para patologias de carácter crónico e hereditário, com grande impacto na qualidade de vida dos seus doentes, que podem ser modificadas através do diagnóstico e tratamento precoce e cuja qualidade de vida pode ser melhorada com controlo sintomático adequado”.

A opinião geral, no balanço dos trabalhos, foi a de que “este curso respondeu às principais questões que um médico de MGF poderá ter em relação a esta doença e contribuiu também para o esclarecimento de muitos mitos associados à mesma”.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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