Lisboa com tempo de espera para colonoscopias superior ao resto do país
DATA
15/06/2015 15:00:09
AUTOR
Jornal Médico
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Lisboa com tempo de espera para colonoscopias superior ao resto do país

EuropaColon

A Europacolon, Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, defende que a capacidade de resposta para a realização de colonoscopias na região da Grande Lisboa continua a ser preocupante. Um ano após intervenções e promessas por parte do Ministério da Saúde, o tempo de espera continua a ser de cinco a seis meses no sector público e no privado convencionado.

“Um utente quando tem uma prescrição para fazer colonoscopia é porque apresenta alguma sintomatologia que justifique esse exame e a sua realização deve ser feita num tempo adequado. As colonoscopias devem ser realizas, segundo a legislação, num prazo de oito semanas e idealmente em apenas três. Aqui o tempo faz a diferença, trata-se de uma doença que mata, mas que pode ser rastreada num estádio inicial” , alerta Vítor Neves, Presidente da Europacolon.

“Em Lisboa existem apenas seis unidades de saúde que realizam colonoscopias  pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) por um valor entre os 14 e os 28 euros, com anestesia. No sector privado os exames continuam a custar mais de 400 euros. Além disso, as clínicas não aceitam marcações por telefone, o que faz despoletar episódios de  terceiro mundo em plena capital. No resto do país, no entanto, os exames são realizados em apenas duas semanas. O que nos leva a concluir que o número de especialistas e clínicas para a realização das colonoscopias, em Lisboa, é manifestamente insuficiente face às necessidades”, conclui.

O cancro colo-rectal é o mais comum na Europa e o terceiro a nível mundial, em Portugal mata 11 pessoas por dia e é a doença oncológica com mais incidência, com cerca de 7.500 novos casos por ano. Para reduzir o número de casos na Europa e prevenir situações de lista de espera, a associação Europacolon tem vindo a debater-se pela implementação de um rastreio de base populacional e pelo registo nacional de doentes e a publicação anual de estudos epidemiológicos, em todos os países da Europa.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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