
A Associação Portuguesa de Urologia (APU) pretende sensibilizar os homens acima dos 45 anos para a grande importância da vigilância médica periódica no despiste ao cancro da próstata durante a Semana das Doenças da Próstata, que decorre entre 14 e 20 de setembro.
Uma vez que este não apresenta sintomas numa fase inicial, os exames de rastreio são fundamentais, como explica a APU em comunicado.
Aliás, ainda segundo o documento, a sua possibilidade de cura é de 85% quando detetado precocemente.
"Em Portugal, o cancro da próstata atinge anualmente 3.500 a 4 mil portugueses, sendo que 1800 acabam por morrer. Uma vez que a patologia é assintomática nos estádios iniciais, o homem não pode estar à espera que surjam sintomas para consultar o médico assistente ou urologista", alerta a APU.
Arnaldo Figueiredo, presidente da Associação Portuguesa de Urologia, sublinha que “o estigma e o medo associados aos exames realizados para despistar as doenças da próstata, após os 45 anos, deverão ser combatidos pois que, controvérsias à parte, só dessa forma é que se consegue combater este tipo de patologias e diminuir o número de mortes que elas provocam”.
Apesar das causas do cancro da próstata não serem conhecidas, sabe-se que o fator hereditariedade e idade têm um grande peso.
A deteção pode ser feita com o doseamento do PSA (antigénio específico da próstata), uma análise ao sangue que doseia uma substância libertada pela próstata para a corrente sanguínea. A subida deste valor levanta a suspeita da doença, devendo ser complementada com o exame do toque retal.
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