
Os presidentes das Câmaras da Póvoa de Varzim e Vila do Conde aguardam pela retificação da desclassificação do serviço de urgência do centro hospitalar para repensarem a sua intenção de avançar com uma providência cautelar a contestar a decisão.
Num despacho publicado na passada sexta-feira (20 de novembro), em Diário da República, foi dado conta de que o serviço de urgência do Hospital Póvoa de Varzim/Vila do Conde passaria a funcionar com a classificação SUB (Serviço de Urgência Básico), perdendo o grau SUMC (Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica).
Esse despacho provocou a imediata indignação dos autarcas, que prometeram avançar com uma providência cautelar a contestar a decisão, considerando a medida do governo "inaceitável".
No entanto, ao final da tarde de sexta-feira, uma nota enviada pelo Ministério da Saúde às redações, deu conta da existência de erro no despacho publicado no Diário da República, informando que o Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde manterá a classificação SMUC, que vigora desde 2008.
Confrontando com o alegado erro no despacho, Aires Pereira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, disse à agência Lusa que irá aguardar pela retificação do mesmo para repensar a decisão de avançar com a providência cautelar.
"Oficialmente ainda não fui informado desse erro, irei esperar até terça-feira pela sua retificação em Diário da República, para ponderarmos a nossa posição, mas por enquanto mantenho o que disse", afirmou.
Também Elisa Ferraz, presidente da Câmara de Vila do Conde, expressou à Lusa a mesma opção, garantindo que vai “aguardar pela nova publicação para repensar a intenção de avançar com providência cautelar".
Durante a tarde, os dois autarcas foram extremamente críticos quanto à eventual perda de valências do serviço de urgência do hospital que serve os dois concelhos.
Aires Pereira recordou que "já alguns anos que a Póvoa de Varzim não admite essa medida", garantindo que por parte do governo esta tinha sido recorrentemente "afastada perante a constatação de que este serviço era imprescindível para que a população da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde dispusesse de uma resposta de proximidade às situações de emergência".
Já Elisa Ferraz considerou a eventual desclassificação da urgência como "uma decisão inaceitável e absolutamente incompreensível, concretizada por um governo com funções de mera gestão, para além de que vai totalmente contra os interesses da população".
Os dois municípios, que sempre assumiram uma atitude de cooperação na defesa dos direitos da sua população na área da saúde, mostraram-se em sintonia quanto à intenção de avançar com providências cautelares para a suspensão do despacho original, e prosseguirem, depois, com uma impugnação judicial.
Lusa/Jornal Médico
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