
A candidata presidencial Maria de Belém Roseira lamentou, no último dia do ano 2015, que dos “milhões de atos” que se praticam todos os dias no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a “única coisa que é notícia” é o que corre mal.
A antiga ministra da Saúde comentava aos jornalistas, à margem de uma visita ao Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, na Amadora, as recentes notícias sobre alegadas respostas deficientes em unidades do Serviço Nacional de Saúde.
“Nós temos a melhor instituição democrática reconhecida como sendo o Serviço Nacional de Saúde e, portanto, todos temos o dever de convergir no sentido de a preservar, defender e aprofundar”, disse Maria de Belém Roseira.
Mas, defendeu, “também temos que ter a noção que no Serviço Nacional de Saúde, e durante cada dia, se praticam milhões de atos e a única coisa que é notícia é aquilo que corre mal”.
“Portanto, devemos não confundir entre a perceção, que é muito suscitada pelas coisas que correm mal, e também ter a noção que o Serviço Nacional de Saúde continua a funcionar e vai continuar a funcionar porque é uma instituição absolutamente necessária para o exercício dos direitos fundamentais”, sustentou.
Sobre a sua visita ao hospital Amadora-Sintra no dia 31 de dezembro, a militante socialista e ex-presidente do PS explicou que de deve ao facto de ser ”um hospital emblemático” e por ter problemas que são “quase de raiz”, uma vez que foi concebido para atender muito menos utentes do que os que passou a abranger.
Durante a visita, Maria de Belém Roseira iria reunir-se com o Conselho de Administração do hospital e visitar alguns serviços para se aperceber dos “problemas que hoje existem”, designadamente os tempos de espera das urgências, uma situação que “compromete ou dificulta o acesso dos doentes aos serviços e aos cuidados de que necessitam”.
“É uma reunião de trabalho na medida em que como candidata à presidência da República considero que devo conhecer com atualidade todas as questões que interferem com questões de direitos fundamentais”, disse Maria de Belém de Roseira antes de iniciar a visita ao hospital.
Outro dos objetivos da visita da candidata presidencial foi manifestar a sua disponibilidade para ajudar na resolução de “qualquer estrangulamento que exista ou qualquer problema que exista” e que possa ser facilitado com a sua intervenção.
Maria de Belém Roseira destacou ainda o anúncio de algumas medidas do novo Governo que, afirmou, vão permitir uma reorganização da oferta de cuidados e da organização das equipas.
“Vamos todos desejar que sejam eficazes porque o que está em causa é o exercício de um direito fundamental”, declarou a candidata às eleições presidenciais de 24 de janeiro.
Lusa/Jornal Médico
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