Hospitais com menores níveis de infeções vão ter mais financiamento
DATA
19/02/2016 11:03:43
AUTOR
Jornal Médico
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Hospitais com menores níveis de infeções vão ter mais financiamento

Hospital Cheio

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, revelou ontem, em Coimbra, que as unidades hospitalares com menores níveis de infeções entre os doentes vão ter mais financiamento nos próximos contratos-programa.

"Os hospitais que tiverem menores níveis de infeção e as tiverem confinadas a uma percentagem que nós considerarmos adequada serão premiados e terão mais financiamento", disse o governante à margem de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Segundo Manuel Delgado, o Governo está a "prever nas regras dos próximos contratos-programa com os hospitais introduzir critérios em que a questão da infeção vai ser objeto de mais valorização".

Salientando que a tutela está preocupada com a questão das infeções hospitalares, o secretário de Estado referiu ainda que a resolução do problema passa por "menos acumulação de doentes em espaços de menor dimensão e distância correta entre camas", além de pequenos pormenores, "mas muito importantes", como a lavagem das mãos por parte dos profissionais de saúde.

O governante considerou o projeto de eficiência energética do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que vai permitir uma poupança de 700 mil euros por ano, um exemplo a seguir no país.

O projeto "Hospital Amigo do Ambiente", iniciado em 2009 e concluído no final de 2015, abrangeu o polo do Hospital da Universidade de Coimbra (blocos central e de Celas), implicando um investimento de 5,5 milhões de euros, cofinanciado a 85% por fundos comunitários.

"O investimento realizado assume características virtuosas ambientais e económico-financeiras, com uma poupança gerada de cerca de 700 mil euros por ano, assegurando a recuperação de todo o investimento até ao final de 2018", salientou o presidente do conselho de administração do CHUC, Martins Nunes.

Contabilizando as poupanças efetuadas desde 2009, o administrador hospitalar sublinha que, no final deste ano, "estarão já recuperados em poupanças cerca de 3,8 milhões de euros do investimento total de 5,5 milhões de euros".

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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