Governo Regional da Madeira reconhece constrangimentos na Saúde
DATA
14/04/2016 17:45:59
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Jornal Médico
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Governo Regional da Madeira reconhece constrangimentos na Saúde

Hospital do Funchal

O secretário regional da Saúde da Madeira considerou hoje que o setor enfrentou, nos últimos anos, “inúmeros constrangimentos” que “abalaram a confiança dos utentes”, e alertou que a saúde é “um desígnio que deve estar acima dos interesses partidários”.

“Nos últimos anos, a saúde enfrentou inúmeros constrangimentos que abalaram a confiança dos utentes e provocaram nos profissionais grandes frustrações”, nomeadamente os causados pelo programa de ajustamento, disse João Faria Nunes na Assembleia Legislativa da Madeira, no debate potestativo requerido pelo grupo parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP) sobre o setor no arquipélago.

Segundo o responsável, que esteve acompanhado nesta sessão plenária pelo titular da pasta dos Assuntos Parlamentares e Europeus do executivo madeirense, Sérgio Marques, “em saúde as soluções não são simples e os resultados dificilmente são imediatos”, pois são exigidas “medidas de fundo, que exigem estratégia e planificação”.

“A saúde é um desígnio que deve estar acima de qualquer outro partidário”, defendeu.

O secretário insular argumentou que “o desejável controlo de custos não se pode fazer (…) cortando nos orçamentos” e assegurou que o executivo madeirense está a “lançar os pilares para um sistema regional renovado e apto para responder com maior eficiência e eficácia às necessidades em saúde da população”.

Questionado sobre os alertas para a “recorrente falta de medicamentos” nos hospitais da Madeira, o responsável declarou ter dado “orientação à administração do Serviço Regional de Saúde (SESARAM) para “normalizar, de imediato a situação”.

Anunciou também ter solicitado “a realização de uma auditoria, com vista a melhorar os serviços internos de gestão do aprovisionamento”, atestando que, “neste momento, não há falta de medicamentos” no hospital do Funchal.

Faria Nunes rejeitou igualmente as críticas relativas à falta de medicamentos antirretrovirais e para os doentes com HIV, contrapondo ter “dado ordem para que estes fossem facultados em rateio”.

O governante declarou que o Executivo Regional está “firme no controlo das listas de espera para cirurgias, um programa que está no terreno desde dezembro” e que, segundo o médico, permitiu a realização de mais de 300 intervenções em várias especialidades.

O responsável salientou estarem a ser dados “passos significativos para implementar um novo modelo de organização nos hospitais e nos centros de saúde”.

Em matéria de recursos humanos, apontou que decorrem processos para contratação de médicos e, este ano, 64 novos enfermeiros vão reforçar o quadro, mencionando ainda que manteve reuniões, esta semana, com responsáveis da Saúde do Governo da República, das quais resultaram o acordo para a vinda de ortopedistas e anestesistas para a região.

Faria Nunes aproveitou para agradecer publicamente aos médicos e outros profissionais de saúde que “fazem horas extraordinárias excessivas” para assegurar a prestação de cuidados e considerou que “em saúde, o caminho mais fácil é a falsa crítica e a demagogia”.

Governo da Madeira aumenta capital estatutário do Serviço Regional de Saúde

O Conselho do Governo Regional da Madeira decidiu hoje autorizar um aumento do capital estatutário do Serviço de Saúde da Região Autónoma no valor de 7,5 milhões de euros.

Rui Gonçalves, secretário da Finanças e Administração Pública e porta-voz da reunião, disse que com este aumento o capital acumulado do SESARAM passa a ser de 159,3 milhões de euros.

O Conselho do Governo autorizou, por outro lado, a celebração de um contrato-programa com o Núcleo Regional da Madeira da Liga Portuguesa Contra o Cancro, através do qual será concedido um apoio financeiro de 10 mil euros.

"Este apoio financeiro visa contribuir para a prossecução da atividade ‘I Marcha/Corrida da Solidariedade para a Inclusão', a desenvolver pelo referido Núcleo conjuntamente com as várias instituições de solidariedade social", explicou Rui Gonçalves.

O governante salientou ainda que o objetivo da marcha é sensibilizar a população da Região Autónoma da Madeira para o trabalho desenvolvido pelas instituições ao nível da melhoria da qualidade de vida e do bem-estar da população mais desfavorecida ou mais fragilizada.

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