CRNOM critica excesso de vagas para estudantes de Medicina
DATA
27/07/2016 12:39:23
AUTOR
Jornal Médico
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CRNOM critica excesso de vagas para estudantes de Medicina

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O Presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRNOM), Miguel Guimarães, lamentou que "os responsáveis políticos, em particular, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, continuem a não respeitar as capacidades formativas dos cursos de Medicina ao abrir 1441 vagas a que somarão mais de 15% de vagas específicas para licenciados e outros casos especiais”.

“A redução global do numerus clausus, nomeadamente através da extinção do contingente especial de 15% de vagas para licenciados, constitui um imperativo moral para reduzir de forma significativa o número de jovens médicos que anualmente podem ficar sem acesso a uma vaga para formação especializada."

Apesar dos constantes alertas feitos pela Ordem dos Médicos e pelas estruturas representativas quer dos jovens médicos, quer das associações de estudantes de Medicina, “o poder político prefere manter o número excessivo de vagas de anos anteriores sendo, por isso, o responsável pelo degradar das condições de formação nas academias portuguesas e pela criação de médicos sem especialidade".

"Todos os estudos universitários realizados até hoje mostram que Portugal forma médicos em número claramente superior às necessidades do país, devendo o numerus clausus global situar-se na ordem das 1200 a 1300 vagas", defendeu o presidente da CRNOM, criticando o excessivo número de lugares a ocupar para a primeira fase de acesso ao Ensino Superior que estipula um total de 1441 vagas para sete cursos de Medicina.

O responsável admite que o papel das Universidades não é garantir emprego, mas apostar numa formação de qualidade para os jovens, questionando as condições limitativas com que os estudantes se deparam com a sobrelotação das Faculdades de Medicina.

Num período crescente de incertezas relativamente às restrições a aplicar na Despesa Pública, a voz do CRNOM sublinhou o facto de "o Estado continue a desperdiçar milhões de euros na formação de médicos que depois não têm acesso à especialidade médica e que contam com poucas condições de trabalho, acabando por emigrar”, situação que torna o Serviço Nacional de Saúde (SNS) deficitário.

A par da sugestão de abertura de mais vagas em Medicina, proposta por Manuel Heitor, com vista a resolver as insuficiências do SNS, Miguel Guimarães realçou que "não é mantendo ou aumentando o numerus clausus que se resolvem as insuficiências e deficiências do SNS, mas sim, respeitando e dignificando os doentes e o trabalho dos profissionais de saúde, ao melhorar as condições laborais e proporcionando uma Saúde centrada nos doentes", acrescentando que este foi "um desígnio que o Ministro da Saúde defendeu para o seu mandato, mas que tarda em ser verdadeiramente cumprido".

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