Administração de Saúde do Centro queria mais médicos colocados
DATA
26/08/2016 11:50:27
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Jornal Médico
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Administração de Saúde do Centro queria mais médicos colocados

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O presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), José Tereso, afirmou que a colocação de médicos da área hospitalar "continua a ficar aquém das necessidades", sobretudo em Castelo Branco, Covilhã e Guarda.

"É um facto que os resultados do concurso da primeira época de 2016 para pessoal médico da área hospitalar, nomeadamente no que diz respeito aos hospitais de Castelo Branco, Covilhã e Guarda, continuam a ficar aquém das necessidades", referiu em entrevista à Agência Lusa.

A maioria das vagas a concurso da primeira época de 2016 para pessoal médico da área hospitalar nos hospitais de Castelo Branco, Covilhã e Guarda ficaram por preencher.

Na Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), das 22 vagas colocadas a concurso apenas três foram preenchidas (Cirurgia Geral, Neurologia e Saúde Pública). No Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), que inclui os hospitais Pêro da Covilhã e o Hospital do Fundão, de 23 vagas, apenas cinco lugares foram preenchidos (Medicina Interna, Neurologia, Cirurgia Geral e duas em Psiquiatria).

O mesmo panorama se verifica na Guarda, onde a ULS disponibilizou 16 vagas, sendo que apenas quatro foram preenchidas (Saúde Pública, Medicina Interna, Pediatria e Psiquiatria).

"Esta é uma realidade que, como se sabe, não é nova e que, de há uns anos a esta parte, tem exigido diversas medidas incentivadoras à fixação de médicos no interior", explicou o responsável.

José Tereso adiantou ainda que uma das últimas medidas foi concretizada no final de junho, em Coimbra, com a presença do Ministro da Saúde, através da celebração de protocolos entre o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e todos os hospitais da região Centro.

"Nuns casos significou a consolidação e reforço de uma colaboração que já vem sendo prosseguida, noutros marcou o início de uma cooperação que contribua, efetivamente, para colmatar a falta de especialistas, nomeadamente nos hospitais do Interior, onde, como se constata, a colocação de médicos continua a ser difícil", sustentou.

José Tereso adiantou ainda que, na prática, a celebração destes protocolos pretende "tornar possível a deslocação regular de clínicos de diversas especialidades a esses hospitais, de acordo com a identificação das suas necessidades".

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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