Angola não confirma oficialmente qualquer novo caso de febre-amarela há mais de dois meses, registando 4.065 casos suspeitos contabilizados desde o início da epidemia, em dezembro passado, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O último relatório daquela entidade indica que o último caso de febre-amarela em Angola foi confirmado laboratorialmente a 23 de junho. O documento acrescenta que na última semana de agosto há registo de 24 casos suspeitos, não confirmados.
No total, e até 1 de setembro, a OMS, que está a trabalhar diretamente com as autoridades de saúde angolanas na contenção da epidemia de febre-amarela, referiu a contabilização de 884 casos confirmados da doença em Angola e 372 mortes que se suspeita serem motivados pela doença.
Destes, 121 óbitos foram confirmados laboratorialmente como provocados pela epidemia de febre-amarela.
A OMS já havia afirmado anteriormente que a epidemia em Angola "está a retroceder" e o novo relatório confirma que desde 23 de junho não foi confirmado qualquer dos casos suspeitos da doença que entretanto surgiram.
A transmissão da doença, que é feita pela picada do mosquito (infetado) "aedes aegypti", que, segundo a OMS, no início desta epidemia estava presente em algumas zonas de Viana, Luanda, em 100% das casas. No município registaram-se os primeiros casos.
Trata-se do mesmo mosquito responsável pela transmissão da malária, a principal causa de morte em Angola, e que se reproduz em águas paradas e na concentração de lixo, dois problemas (época das chuvas e falta de limpeza de resíduos) que afetaram a capital angolana entre 2015 e 2016.
A epidemia alastrou para a vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), com 2.603 casos suspeitos. No total, a OMS refere que foram confirmados 75 casos laboratorialmente, dos quais pelo menos 56 comprovadamente importados de Angola.
Até 1 de setembro, a epidemia matou 106 pessoas na RDCongo.
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