APDP disponível para apoiar o Estado em rastreios de retinopatia diabética a nível nacional
DATA
06/10/2016 13:31:55
AUTOR
Jornal Médico
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APDP disponível para apoiar o Estado em rastreios de retinopatia diabética a nível nacional

Entrevista_APDP-2

A equipa de rastreios da APDP vai realizar rastreios à retinopatia diabética e o objetivo passa por tentar travar o aparecimento de danos na visão e diminuir assimetrias regionais no acesso aos rastreios.

A associação vai estar presente no ACES Almada Seixal (de 6 a 14 de outubro na UCSP Rainha Dª Leonor, e na USF CSI Seixal de 7 a 21), no ACES Oeste Sul (na USF Dom Jordão até 6 de outubro, e em Torres Vedras até 11 de outubro).

"De acordo com o Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes (OND) de 2015, o número de pessoas com diabetes abrangidas pelos Programas de Rastreio da Retinopatia Diabética tem vindo a aumentar desde 2009 (223%)", recordou Luís Gardete Correia, presidente da APDP e do OND. "Para que os gráficos aumentem e os rastreios se propaguem, para não retirar qualidade de vida às pessoas com diabetes, é essencial que o Estado trabalhe na prevenção em conjunto com a APDP", alertou.

Nas palavras do diretor clínico da APDP, Prof. Doutor João Filipe Raposo, “o problema é que temos em Portugal um milhão de pessoas com diabetes, destas andam cerca de 700 mil em tratamento e a noção que temos é que menos de 10 ou 15% destas pessoas terão acesso ao programa de rastreio da retinopatia diabética”.

Recentemente divulgado, o primeiro estudo epidemiológico realizado em Portugal sobre a retinopatia concluiu que 16,3% das mais de 52 mil pessoas com diabetes examinadas sofriam de retinopatia. A população avaliada por este estudo, realizado por especialistas da APDP, compreende a área geográfica de Lisboa e Vale do Tejo, onde a APDP já realiza rastreios. Os resultados agora apresentados permitem perceber a necessidade de generalizar de forma organizada e regular os rastreios a nível nacional.

“O problema é que temos em Portugal um milhão de pessoas com diabetes, destas andam cerca de 700 mil em tratamento e a noção que temos é que menos de 10 ou 15% destas pessoas terão acesso ao programa de rastreio da retinopatia diabética”, sublinhou João Filipe Raposo.

A retinopatia diabética é uma manifestação oftalmológica da diabetes, e uma das principais causas de perda grave de visão a nível mundial. A sua frequência depende dos anos de duração da diabetes. Após 20 anos de evolução, mais de 90% das pessoas com diabetes tipo 1 e mais de 60% das de tipo 2 sofrem de retinopatia diabética. O mau controlo metabólico (glicémia e pressão arterial) constitui também um fator de risco para o aparecimento da retinopatia.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?

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